
Segundo Azevedo e Azevedo (2000, p.28) o respeito pelos reais resultados duma investigação é um contributo importante para o progresso da ciência
Os processos de recolha de informação, no domínio científico, são fundamentais para garantir a “verdade” dos resultados de determinado estudo.
Para garantir o rigor dos dados recolhidos e das conclusões da investigação, é necessário que esta possua duas características fundamentais: a validade e a fidelidade.
A Validade
Tuckman (2000, p.8) refere dois tipos de validade: validade interna e validade externa.
Os processos de recolha de informação, no domínio científico, são fundamentais para garantir a “verdade” dos resultados de determinado estudo.
Para garantir o rigor dos dados recolhidos e das conclusões da investigação, é necessário que esta possua duas características fundamentais: a validade e a fidelidade.
A Validade
Tuckman (2000, p.8) refere dois tipos de validade: validade interna e validade externa.
Segundo ele, um estudo tem validade interna quando o “seu resultado está em função do programa ou abordagem a testar” e tem validade externa “se os resultados obtidos forem aplicáveis no terreno a outros programas ou abordagens similares” (p.8).
A validade externa está directamente ligada à confiança nos resultados da investigação, a fim de ser possível generalizá-los. “A validade externa tem pouco valor sem um razoável grau de validade interna, dando confiança às nossas conclusões, antes de tentarmos generalizá-las” (p.9).
Num projecto de investigação é necessário procurar o ponto de equilíbrio entre os dois tipos de validade. Assim, o investigador deverá procurar atingir um nível satisfatório de validade interna, para que a investigação possa ser conclusiva. Simultaneamente deverá tentar que ela se mantenha integrada na realidade em estudo, para ser representativa e generalizável, isto é, ter validade externa.
A validade de um teste refere-se ao facto do teste medir aquilo que se propõem. A falta de validade provoca uma distorção por instrumentação. Segundo Tuckman (2000, p.259-262) um teste deverá ser avaliado de forma a verificar se responde a alguns tipos de validade:
- Validade preditiva – que consiste em comparar os resultados do teste com um performance efectiva que é predita por esse teste;
- Validade concorrencial – que consiste em comparar os resultados do teste com os de outro teste que tem como objectivo medir a mesma característica;
- Validade de construção – que consiste em comparar os resultados do teste com um comportamento que, por hipótese, está relacionado com ele;
- Validade de conteúdo – que consiste em comparar o conteúdo do teste com as especificações que se consideram abrangidas pelo teste.
A Fidelidade
A fidelidade de um teste refere-se à sua consistência. Para os testes, e para garantir a sua fidelidade, Tuckman (2000, p.256-259) propõe quatro processos:
- Fidelidade por teste-reteste – Dar o mesmo teste às mesmas pessoas, em ocasiões diferentes, e proceder à comparação da performance de cada uma delas.
- Fidelidade pela utilização de formas alternativas – Faz-se através da “administração de uma forma alternativa do teste (ou seja, diferente, mas com os mesmos objectivos), às mesmas pessoas”. Para isto, são necessários testes diferentes mas que sejam equivalentes.
- Fidelidade pela divisão-a-meio – “Divide-se um teste em duas metades, (...) e então estabelece-se uma correlação entre as pontuações obtidas por cada pessoa, em cada uma das metades.” Isto permite saber se ambas as metades do teste medem os mesmos atributos ou características.
- Fidelidade pela forma de Kuder-Richardson – Esta fórmula é equivalente à média de todos os possíveis coeficientes de fidelidade por divisão-a-meio.
Segundo Tuckman (2000, p.561) os coeficientes de fidelidade dos testes deverão situar-se em 0,75 e acima deste valor para os testes de realização. Para os testes de atitudes deverão ser iguais ou superiores a 0,50.
A validade de um teste refere-se ao facto do teste medir aquilo que se propõem. A falta de validade provoca uma distorção por instrumentação. Segundo Tuckman (2000, p.259-262) um teste deverá ser avaliado de forma a verificar se responde a alguns tipos de validade:
- Validade preditiva – que consiste em comparar os resultados do teste com um performance efectiva que é predita por esse teste;
- Validade concorrencial – que consiste em comparar os resultados do teste com os de outro teste que tem como objectivo medir a mesma característica;
- Validade de construção – que consiste em comparar os resultados do teste com um comportamento que, por hipótese, está relacionado com ele;
- Validade de conteúdo – que consiste em comparar o conteúdo do teste com as especificações que se consideram abrangidas pelo teste.
A Fidelidade
A fidelidade de um teste refere-se à sua consistência. Para os testes, e para garantir a sua fidelidade, Tuckman (2000, p.256-259) propõe quatro processos:
- Fidelidade por teste-reteste – Dar o mesmo teste às mesmas pessoas, em ocasiões diferentes, e proceder à comparação da performance de cada uma delas.
- Fidelidade pela utilização de formas alternativas – Faz-se através da “administração de uma forma alternativa do teste (ou seja, diferente, mas com os mesmos objectivos), às mesmas pessoas”. Para isto, são necessários testes diferentes mas que sejam equivalentes.
- Fidelidade pela divisão-a-meio – “Divide-se um teste em duas metades, (...) e então estabelece-se uma correlação entre as pontuações obtidas por cada pessoa, em cada uma das metades.” Isto permite saber se ambas as metades do teste medem os mesmos atributos ou características.
- Fidelidade pela forma de Kuder-Richardson – Esta fórmula é equivalente à média de todos os possíveis coeficientes de fidelidade por divisão-a-meio.
Segundo Tuckman (2000, p.561) os coeficientes de fidelidade dos testes deverão situar-se em 0,75 e acima deste valor para os testes de realização. Para os testes de atitudes deverão ser iguais ou superiores a 0,50.
O respeito pela validade e pela fidelidade, garantem ao investigador a qualidade do resultado do seu trabalho. Uma investigação de carácter científico poderá, assim, ser olhada com respeito, e servir de base para futuros estudos. Assim,(...) o processo e as metodologias são eles próprios transmissíveis, dando aos outros investigadores a possibilidade de os contestarem e fazerem a aferição da sua validade científica” (Tuckman, 2000, p.19).
Referências Bibliográficas
Tuckman, B. (2000). Manual de Investigação em Educação. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Azevedo, Carlos A.M. & Azevedo, Ana G. (2000). Metodologia Científica – Contributos Práticos Para a Elaboração de Trabalhos Académicos. Lisboa: Universidade Católica.
Fica a referência a um artigo muito interessante sobre as questões de validade e fiabilidade em investigação qualitativa.
http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/7884/1/005a015_ART01_Coutinho%5brev_OK%5d.pdf
Resumo: Este artigo tem como objectivo principal sensibilizar a comunidade de investigadores na área das Ciências da Educação para a necessidade da adopção de critérios específicos para a aferição da qualidade científica dos estudos de natureza interpretativa. Nesse sentido, definidos os conceitos básicos, equacionaremos a perspectiva de diferentes autores relativamente à polémica questão da necessidade (ou não) de se aferirem standards de rigor para a avaliação da qualidade científica de estudos qualitativos, posição que defendemos incondicionalmente. Por último, serão apresentadas “estratégias de verificação” que, se adoptadas pelo investigador no decurso de uma pesquisa qualitativa, podem ajudar a garantir a credibilidade dos resultados obtidos e a qualidade científica do estudo realizado.
Sem comentários:
Enviar um comentário