domingo, 22 de junho de 2008

Análise de Dados



A etapa da investigação correspondente à análise de dados compreende diversas operações que, segundo Quivy e Champenhoudt (1992), são agrupadas em três:
- a descrição e a preparação (agregada ou não) dos dados na forma exigida pelas variáveis implicadas nas hipóteses e de maneira que as características dessas variáveis sejam claramente evidenciadas pela descrição;
- a análise das relações entre as variáveis;
- a comparação dos resultados observados com os resultados esperados a partir da hipótese.

A maior parte dos métodos de análise de dados depende de uma de duas grande categorias: a análise estatística dos dados e a análise de conteúdo, consoante a definição do tipo de instrumento utilizado na etapa de recolha de dados.


Referências Bibliográficas
Quivy, R.; Campenhoudt, L. (1992). Manual de investigação em ciências sociais. Lisboa:Gradiva.

A Investigação-Acção II


“A Investigação-acção é um excelente guia
para orientar as práticas educativas, com o
objectivo de melhorar o ensino e os
ambientes de aprendizagem na sala de aula.”
R. Arends


O contributo da Investigação-acção na prática educativa pode e deve levar a uma participação mais activa do professor, como agente de mudança.
A estratégia mais eficaz para que ocorram as necessárias mudanças na comunidade educativa será o envolvimento de todos os intervenientes, numa dinâmica de acção-reflexão-acção. Neste sentido, a Investigação-acção surge como uma metodologia eficaz.
Nesta perspectiva, e na opinião de Froufe Quintas (1998), a Investigação-acção pode ajudar o professor/educador a “desenvolver estratégias e métodos” para que a sua actuação seja mais adequada, bem como, “propiciar técnicas e instrumentos de análise da realidade, assim como formas de recolha e análise de dados.”

A Investigação-Acção pode orientar o desenvolvimento profissional dos professores.
Estudos têm revelado que os professores são mais receptivos a mudanças de comportamentos, atitudes e práticas se estiverem envolvidos numa investigação que, para além de provar que é necessária uma alteração dos mesmos, também demonstra que tal é exequível.

Consideram-se os seguintes efeitos de um processo de Investigação-Acção na prática educativa do professor:
- altera a concepção das suas capacidades e do papel que desempenha;
- aumenta a auto-confiança e a auto-valorização;
- aumenta a tomada de consciência dos problemas da sala de aula;
- aumenta a disposição para a auto-reflexão;
- altera os seus valores e crenças;
- promove a congruência entre teorias da prática e a sua aplicabilidade prática;
- alarga as suas perspectivas em relação ao processo de ensino e aprendizagem e à sociedade em geral.

sábado, 21 de junho de 2008

A Investigação-Acção

“Se queres compreender uma certa realidade, procura mudá-la”
W. F. Dearborn

“Nem acção sem investigação nem investigação sem acção”
Kurt Lewin

“(…) se os homens são seres do quefazer é exactamente porque o seu fazer é acção e reflexão.
É praxis. É transformação do mundo.”
Freire



A Investigação-Acção tem adquirido, ao longo dos últimos tempos, uma grande relevância.


Pode descrever-se a Investigação-Acção como uma metodologia de pesquisa assente em fundamentos pós-positivistas que encara na acção uma intenção de mudança e na investigação um processo de compreensão. Com a investigação há uma acção deliberada de transformação da realidade, um duplo objectivo, portanto, «transformar a realidade e produzir os conhecimentos que dizem respeito às transformações realizadas» (Hugon & Seibel, 1988, cit. in Barbier, s.d.).

A mudança é uma acção complicada porque, tendo como objectivo me­lhorar a vida das pessoas, pode estar a pôr em conflito as suas crenças, estilos de vida e comportamentos. Para que essa mudança seja efectiva, é necessário compreender a forma como os indivíduos envolvidos vivenciam a sua situação e implicá-los nessa mesma mudança, pois são eles que vão viver com ela (Bogdan e Biklen, 1994).


Segundo Cohen e Manion (1989) trata-se de um procedimento essencialmente in loco, com vista a lidar com um problema concreto localizado numa situação imediata. Isto significa que o processo é constantemente controlado passo a passo (isto numa situação ideal), durante períodos de tempo variáveis, através de diversos mecanismos (questionários, diários, entrevistas, e estudos de caso, por exemplo), de modo que os resultados subsequentes possam ser traduzidos em modificações, ajustamentos, mudanças de direcção, rededinições, de acordo com as necessidades, de modo a trazer vantagens duradouras ao próprio processo em curso.


De acordo com vários autores, destacamos as seguintes características da Investigação-Acção:

Participativa e colaborativa, no sentido em que implica todos os intervenientes no processo. Todos são co-executores na pesquisa. O investigador não é um agente externo que realiza investigação com pessoas, é um co-investigador com e para os interessados nos problemas práticos e na melhoria da realidade, (Zuber –Skerritt,1988);
Prática e interventiva, pois não se limita ao campo teórico, a descrever uma realidade, intervém nessa mesma realidade. A acção tem de estar ligada à mudança, é sempre uma acção deliberada (Coutinho, 2005);
Cíclica, porque a investigação envolve uma espiral de ciclos, nos quais as descobertas iniciais geram possibilidades de mudança, que são então implementadas e avaliadas como introdução do ciclo seguinte. Temos assim um permanente entrelaçar entre teoria e prática, (Cortesão, 1998, citado em Coutinho, 2005:222);
Critica, na medida em que a comunidade crítica de participantes não procura apenas melhores práticas no seu trabalho, dentro das restrições sociopolíticas dadas, mas também, actuam como agentes de mudança, críticos e autocríticos das eventuais restrições. Mudam o seu ambiente e são transformados no processo (Zuber-Skerritt,1992).
Auto – avaliativa, porque as modificações são continuamente avaliadas, numa perspectiva de adaptabilidade e de produção de novos conhecimentos.


Fases do processo de Investigação-Acção

Para os autores Brown e McIntyre (1981) na Investigação-Acção o investigador/actor formula primeiramente principios especulativos e gerais em relação aos problemas que foram identificados; a partir destes princípios, podem ser depois produzidas hipóteses quanto à acção que deverá mais provavelmente conduzir, na prática, aos melhoramentos desejados. Essa acção será então experimentada e recolhida a informação correspondente aos seus efeitos; estas informações serão utilizadas para rever as hipóteses preliminares e para identificar uma acção mais apropriada que já reflicta uma modificação dos princípios gerais. A recolha de informação sobre os efeitos desta nova acção poderá gerar hipóteses posteriores e alterações dos princípios, e assim sucessivamente, aproximando-nos assim de um maior entendimento e melhoramento da nossa acção. isto implica um processo contínuo de pesquisa e o valor do trabalho é julgado pelo que se tiver conseguido em termos de compreensão, bem como das alterações desejáveis na nossa forma de agir.




Podemos, assim, afirmar que a Investigação-acção é uma metodologia dinâmica, “uma espiral de planeamento e acção e busca de factos sobre os resultados das acções tomadas, um ciclo de análise e reconceptualização do problema, planeando a intervenção, implementando o plano, avaliando a eficácia da intervenção” (Matos, 2004).

Técnicas e Instrumentos de recolha de dados

António Latorre divide as técnicas utilizadas em três categorias:
Técnicas baseadas na observação – estão centradas na perspectiva do investigador, em que este observa em directo e presencialmente o fenómeno em estudo;
Técnicas baseadas na conversação – estão centradas na perspectiva dos participantes e enquadram-se nos ambientes de diálogo e de interacção;
Análise de documentos – centra-se também na perspectiva do investigador e implica uma pesquisa e leitura de documentos escritos que se constituem como uma boa fonte de informação.

Estas técnicas e instrumentos podem ainda classificar-se do seguinte modo:






Modalidades de Acção-Investigação

Tal como noutras metodologias, a Investigação-Acção também apresenta diferentes formas de a realizar, dependendo das situações, dos contextos, das pessoas e das condições em que se processa.
A seguinte tabela apresenta uma descrição dessas mesmas modalidades:


Posicionamento da Investigação-Acção face a um Paradigma

Embora partilhando as perspectivas dos paradigmas positivista e interpretativo e utilizando metodologias quantitativas e qualitativas, alguns investigadores consideram que a Investigação-Acção não se encaixa em nenhum dos paradigmas anteriores. Argumentam que existe uma maior aproximação ao paradigma crítico já que a sua intenção não é apenas entender os fenómenos mas mudá-los.


domingo, 15 de junho de 2008

A Entrevista II

A preparação da entrevista é uma das etapas mais importantes da pesquisa que requer tempo e exige alguns cuidados, entre eles destacam-se: o planeamento da entrevista, que deve ter em vista o objectivo a ser alcançado; a escolha do entrevistado, que deve ser alguém que tenha familiaridade com o tema pesquisado; a oportunidade da entrevista, ou seja, a disponibilidade do entrevistado em fornecer a entrevista que deverá ser marcada com antecedência para que o pesquisador se assegure de que será recebido; as condições favoráveis que possam garantir ao entrevistado o segredo de suas confidências e de sua identidade e, por fim, a preparação específica que consiste em organizar o roteiro ou formulário com as questões importantes (Lakatos, 1996).*


Se a entrevista for do tipo semi-estruturado ou estruturado deverá ser construído um guião - instrumento utilizado para recolher informações na forma de texto, que serve de base à realização de uma entrevista propriamente dita.

Etapas para a elaboração do guião:
- Descrição do perfil do entrevistado (nível etário, escolaridade, etc);
- Selecção da população e da amostra de indivíduos a entrevistar;
- Definição do propósito da entrevista (tema, objectivos);
- Estabelecer o meio de comunicação (oral, escrito, telefone, email,…), o espaço (sala, jardim, …) e o momento (manhã, duração, …);
- Discriminação dos itens ou características para o guião;
- Elaboração do guião, com boa apresentação gráfica ;
- Validação da entrevista pela análise e crítica de personalidades relevantes.

Discriminação dos itens
- Elaborar perguntas de acordo com o tema, objectivos da entrevista, expectativas do entrevistador e de possíveis leitores/ouvintes.
- Formular perguntas abertas (O que pensa de …?) e fechadas (Gosta de …?);
- Adequar as perguntas ao entrevistado, utilizando vocabulário claro, acessível e rigoroso;
- Procurar alternativas para eventuais fugas ao tema;
- Estabelecer o número de perguntas e proceder à sua ordenação, no âmbito de cada dimensão;

Na entrevista de tipo não estruturado, “as perguntas devem ser feitas levando em conta a sequência do pensamento do pesquisado, ou seja, procurando dar continuidade na conversação, conduzindo a entrevista com um certo sentido lógico para o entrevistado. (Bourdieu, 1999).*


Procedimentos durante a entrevista
- Explicação da entrevista;
- Criação de um ambiente agradável para a realização da entrevista;
- Previamente, antes de iniciar a entrevista deve verificar suportes de registo (papel, fita, pilhas, captação do som, …) e pedir autorização ao entrevistado para fazer a gravação;
- Favorecimento das respostas pertencentes ao entrevistado;
- Registo de tudo o que entrevistado diz;
- Registar com as mesmas palavras do entrevistado, evitando resumi-las;
- Anotar, se possível, gestos e expressões do entrevistado;
- Gestão do tempo de conversação;
- Término da entrevista num ambiente de cordialidade para que o entrevistador possa voltar, se necessário, e obter novos dados.

* excertos retirados de Boni, V.; Quaresma , S.J. “Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais”, disponível em http://www.emtese.ufsc.br/3_art5.pdf



“O bom entrevistador deve, efectivamente, saber reunir duas qualidades muitas vezes incompatíveis: saber observar, ou seja, deixar a criança falar, não desviar nada, não esgotar nada e, ao mesmo tempo, saber buscar algo de preciso, ter a cada instante uma hipótese de trabalho, uma teoria, verdadeira ou falsa, para controlar”. ( Piaget)

Tipologia de entrevista

A entrevista pode apresentar diferentes graus de estruturação e objectivos.
O grau de estruturação depende da margem de liberdade a atribuir, quer ao entrevistador, quer ao entrevistado. Assim, a entrevista pode apresenta a forma:

Não estruturada * ------* Semi-estruturada * ------* Estruturada

Entrevista não estruturada (aberta)
-O entrevistador propõe um tema
-Desenvolve-se no fluir de uma conversa
-Ocorre com frequência na observação participante
-Tomada de consciência dos entrevistados
-As questões emergem tipicamente do contexto imediato
-O entrevistador promove, encoraja e orienta a participação do sujeito
-Não existe um guião prévio estruturado

Pontos fortes:
- Permite ao entrevistador responder bem a diferenças individuais e a mudanças situacionais
- As questões podem ser individualizadas para melhorar a comunicação
- Aumenta a imediaticidade

Pontos fracos:
-Requer muito tempo para obter informação sistemática
-Pode levar muito tempo a que as mesmas questões sejam abordadas por diferentes pessoas
-Depende bastante das capacidades e treino do entrevistador


Entrevista Semi-estruturada
-Caracteriza-se pela existência de um guião previamente preparado que serve de eixo orientador ao desenvolvimento da entrevista
-Diversos participantes respondem às mesmas questões
-Não se exige uma ordem rígida nas questões mas que todas sejam cobertas na entrevista
-O guião funciona como um checklist
-O desenvolvimento da entrevista vai-se adaptando ao entrevistado
-Mantém-se um elevado grau de liberdade na exploração das questões

Pontos fortes:
-Optimização do tempo disponível
-Tratamento mais sistemático dos dados
-Especialmente aconselhado para entrevistas a grupos
-Permite seleccionar temáticas para aprofundamento
-Não se espera introduzir novas questões mas não se fecha essa possibilidade

Pontos fracos
-Requer uma boa preparação por parte do entrevistador


Entrevista Estruturada (fechada, standard, sistemática)
-Quando é importante minimizar a variação entre as questões postas aos entrevistados
-Maior uniformidade no tipo de informação recolhida
-Questões fechadas para obter dados sobre a amostra
-Quando há vários entrevistadores
-Questões colocadas tal como foram previamente escritas
-As categorias possíveis de respostas estão previamente definidas
-A avaliação das respostas durante a entrevista é reduzida

Pontos fortes:
-Facilita a análise de dados
-Permite a replicação do estudo

Pontos fracos:
-Flexibilidade e espontaneidade reduzidas
-Reduz ou anula a possibilidade de aprofundar questões que não foram antecipadamente pensadas
-Circunstâncias e elementos pessoais não são tomados em consideração


Relação do tipo de entrevista com o objectivo do estudo

Controlo - entrevista estruturada
Verificação - entrevista semi-estruturada, entrevista estruturada
Aprofundamento - entrevista não estruturada, entrevista semi-estruturada
Exploração - entrevista não estruturada


A Entrevista


“É um processo de interacção social entre duas pessoas na qual uma delas, o entrevistador, tem por objectivo a obtenção de informações por parte do outro, o entrevistado”. (Haguette, 1997)

“A entrevista é uma conversa com um objectivo” (Bingham e Moore, 1924)

“A entrevista é um encontro interpessoal que se desenrola num contexto e numa situação social determinados, implicando a presença de um profissional e de um leigo.” (Ghiglione & Matalon, 1997)

“A entrevista é um método de recolha de informações que consiste em conversas orais, individuais ou de grupos, com várias pessoas seleccionadas cuidadosamente, cujo grau de pertinência, validade e fiabilidade é analisado na perspectiva dos objectivos da recolha de informações.” (Ketele, 1999)

Asking questions and getting answers is much a harder task than it may seem at first. (Fontana & Frey, 1994: p. 361)

A Entrevista e a sua relação com a investigação

A entrevista, como principal fonte de recolha de dados é utilizada sobretudo em estudos qualitativos que pretendem fazer uma investigação exploratória-descritiva, interpretativa, sobre sujeitos, factos ou situações.

O método da entrevista distingue-se pela aplicação dos processos fundamentais de comunicação e de interacção humana. Correctamente valorizados, estes processos permitem ao investigador retirar das suas entrevistas informações e elementos de reflexão muito ricos e matizados. O entrevistado exprime as suas percepções de um acontecimento ou de uma situação, as suas interpretações ou as suas experiências.

Assim o seu uso é recomendável em duas situações típicas, segundo Carmo e Ferreira (1998):
- nos casos em que o investigador tem questões relevantes, cuja resposta não encontra na documentação disponível ou tendo-a encontrado não lhe parece fiável, sendo necessária comprová-la;
- nos casos em que o investigador deseja ganhar tempo e economizar energias recorrendo a informadores qualificados como especialistas no campo da sua investigação ou líderes da população - alvo que pretende conhecer.

Segundo Fortin, (1999) a entrevista preenche geralmente 3 funções:
- servir de método exploratório para examinar conceitos, relações entre as varáveis e conceber hipóteses;
- servir de principal instrumento de medida de uma investigação;
- servir de complemento a outros métodos, tanto para explorar resultados não esperados, como para validar os resultados obtidos com outros métodos ou para aprofundar.




quarta-feira, 11 de junho de 2008

Vantagens e desvantagens da recolha de dados através de questionário

Vantagens

- É útil para diversos tipos de investigação;
- Permite obter diferentes tipos de conteúdos;
- Permite medir atitudes; - Pode evidenciar raciocínios e formas de estar;
- Mais barato que outras técnicas (principalmente quando entregue directamente ou por e-mail, pois evita as deslocações);
- Permite aplicação "piloto" para o testar;
- Pode ser administrado, com carácter anónimo, em grupos ou individualmente;
- Pode ter um grau de validade e fiabilidade bastante alto;
- Permite análise fácil de questões de resposta fechada dado que permite a recolha de informação exacta;
- Questões de resposta aberta podem fornecer informações detalhadas nas palavras do inquirido; - A resposta, por escrito, a questões potencialmente embaraçosas, não o é tanto para os inquiridos, como por exemplo através da entrevista pessoal;
- As respostas às questões colocadas não estarão tão sujeitas a enviesamentos e interpretações duvidosas;
- Possibilita uma mais fácil sistematização dos resultados e contribui para simplificar e automatizar o processo de análise e tratamento dos dados;
- É de fácil operacionalização, podendo ser aplicado a uma amostra de grande dimensão, num curto espaço de tempo;
- Maior rapidez na recolha e análise de dados.

Desvantagens

- Os inquiridos podem procurar responder o que consideram que é esperado ou socialmente mais correcto;
- Os inquiridos podem não ter conhecimento ou não se lembrar de todos os dados;
- As questões de resposta aberta podem levar a respostas pouco claras ou superficiais devido à linguagem utilizada e/ou ao domínio linguístico do inquirido;
- Pode exigir muito tempo para a análise dos itens de resposta aberta;
- Exige bastante planeamento e muito cuidado na sua elaboração, para que efectivamente possa assegurar o cumprimento dos objectivos, dado que a sua concepção se reveste de alguma complexidade;
- Poderá ser difícil motivar os inquiridos a responder ao questionário, sobretudo, quando aplicado por e-mail ou correio tradicional (o que normalmente origina uma elevada taxa de "não respostas", algo que será particularmente verdade quando o tipo de questões não tem utilidade ou algum tipo de relação com o inquirido);
- Se houver alguma dúvida no preenchimento do questionário, não haverá hipótese de esclarecimento;
- Não possibilita a introdução de dados suplementares, a não ser que se recorram a outras técnicas de recolha de dados;
- Pode não ser aplicável a toda a população.


( excerto das conclusões da discussão intragrupo Azul)

Hill, M.M; Hill, A. ( 2000). Investigação por questionário. Lisboa: Edições Sílabo.